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domingo, 9 de janeiro de 2022

O homem do coração de ferro (excelente e dramático filme sobre o terror nazi)


 

Título original: O Homem do Coração de Ferro 


 

De:   Cédric Jimenez


Com:  Rosamund Pike, Mia Wasikowska, Jason Clarke, Jack O'Connell


Género: Drama, Biografia


Classificação: M/16


Outros dados: GB/FRA/EUA/BEL, 2017, Cores, 120 min.

 

  

Alemanha, 1942. O poder do III Reich está no auge. Josef Gabcík e Jan Kubiš, dois pára-quedistas checos treinados pela resistência inglesa, são enviados a Praga para executar uma missão ultra-secreta: assassinar Reinhard Heydrich, chefe dos Serviços Secretos das SS e da Gestapo, a quem Hitler chamava "o homem com coração de ferro". Heydrich foi um dos ideólogos da chamada Solução Final, um plano de aniquilação total do povo judeu na Europa, formalizado na Conferência de Wannsee (Berlim), a 20 de Janeiro de 1942. Embora com muitas dificuldades, a missão de Gabcík e Kubiš acabou por ser bem-sucedida. Porém, a morte do oficial causou terríveis danos colaterais, com milhares de pessoas a serem enviadas para os campos da morte devido a represálias dos nazis.

Com realização de Cédric Jimenez, um filme dramático que adapta a obra "HHhH", escrita pelo francês Laurent Binet e que, em 2010, lhe valeu o prémio Goncourt para primeiro romance. Relata a operação Antropóide, cujo atentado levaria à morte, por septicemia, de Reinhard Heydrich, um dos mais importantes e impiedosos líderes nazis. No elenco estão os actores Jason Clarke, Rosamund Pike, Jack O'Connell, Jack Reynor e Mia Wasikowska. PÚBLICO

 

Ver críticas, aqui https://cinecartaz.publico.pt/Filme/378467_o-homem-do-coracao-de-ferro

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A CIVILIZAÇÃO QUE IMAGINOU AUSCHWITZ



Estudar o nazismo não é a mesma coisa que estudar outro período histórico qualquer.

Sem compreendermos este fenómeno nunca poderemos compreender o que foi o século XX, mais, temos de saber que foi no mesmo país em que nasceu Bach que se imaginou Auschwitz, e que, enquanto matavam judeus nos campos, ouviam as suas composições para piano fazendo-o em nome da cultura alemã.

Auschwitz foi construído em nome da civilização e contra uma suposta barbárie.

Os nazis estavam convencidos de que eles é que eram os bons, os “decentes”. Himmler sempre utilizou essa linguagem pois pedia aos seus homens para aguentarem esse trabalho “tão duro” que era o do assassínio em massa e, ao mesmo tempo, não se deixarem contaminar e manterem a sua “decência”.

Auschwitz não foi um acidente, não foi apenas um excesso do nazismo.

Auschwitz interroga-nos sobre o carácter da cultura e da modernidade.

Auschwitz obriga-nos a pensar que temos de estar sempre conscientes de que a nossa capacidade para mudar o mundo e o poderio que nos dão as tecnologias têm de ser sempre balizados por referências morais muito fortes que evitem que a técnica sem moral conduza ao utilitarismo.

Em Auschwitz escondem-se, condensam-se, todas as contradições das nossas sociedades modernas. Até a ideia de progresso, pois, um médico como Mengele, não se via como um criminoso mas “como alguém que procurava fazer avançar a ciência, que queria perceber as raízes biológicas dos comportamentos humanos e o fazia pelo método experimental.”



Ferran Gallego, historiador e autor do livro “Os Homens do Fuhrer”: A Elite do Nacional-Socialismo 1919-1945‘ (Esfera dos Livros), em entrevista ao Ípsilon, edição de 12 de Fevereiro de 2010.



quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

HOLOCAUSTO - Lembrar e aprender



Alguns dos magníficos livros e filmes que todos deveriam ler sobre este tema

Aristides de Sousa Mendes


27 de Janeiro. Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto,.
Mais um dia para evocarmos o terror e crueldade do holocausto nazi.
Mais um dia para reflexão sobre o que foi o nazismo, a sua crueldade, desumanidade, o seu desrespeito total pelos Direitos Humanos.
Mais um dia para lembrar, para aprender.
Mais um dia para que a Humanidade nunca esqueça e nunca deixe de saber,  lendo, visitando exposições sobre este tema, vendo filmes, documentários…
Na terceira foto, ARISTIDES DE SOUSA MENDES, o português que salvou milhares de judeus desse holocausto.

Obs:
Fotos tiradas na Biblioteca da Escola Secundária de Bocage, Setúbal, local onde estão estas exposições.


Para saber mais, consultar:

https://www.publico.pt/holocausto (muitos e bons artigos sobre este tema, ilustrados com fotografias) 

https://pt.euronews.com/2019/01/27/auschwitz-lembra-vitimas-do-holocausto  (vídeo)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Internacional_da_Lembran%C3%A7a_do_Holocausto

https://www.portugal.gov.pt/pt/gc21/comunicacao/noticia?i=dia-internacional-em-memoria-das-vitimas-do-holocausto- (artigo retirado do site do governo português)

https://www.publico.pt/2019/01/29/culturaipsilon/noticia/aristides-sousa-mendes-homenageado-exposicao-onu-1859792 (vídeo sobre Aristides de Sousa Mendes)


Nazaré Oliveira


sábado, 22 de agosto de 2015

Holocaust-Mahnmal (Memorial do Holocausto) em Berlim

Caminhando entre os blocos do Memorial do Holocausto
 Clicar nas imagens para as ver melhor

Blocos de tamanhos diversos

Holocaust-Mahnmal (Memorial do Holocausto)

Memorial aos Homossexuais Mortos pelos Nazistas

O Memorial aos Judeus Mortos da Europa ou, como é mais comumente chamado, Memorial do Holocausto, é, como o nome já indica, um memorial dedicado aos 6 milhões de judeus mortos durante o regime nazista. 
Está localizado no coração de Berlim, a um quarteirão do Portão de Brandenburgo, entre a Embaixada dos Estados Unidos, parque Tiergarten e mais adiante a Potsdamer Platz.
A ideia de construir um memorial para as vítimas do holocausto nasceu já em 1988 e nos anos seguintes foi discutido sobre a local onde deveria ser construído, a sua forma e mensagem que deveria transmitir. Uma licitação pública foi feita e centenas de propostas para um memorial foram recebidas. Somente em junho de 1999, o parlamento alemão aprovou a construção do Memorial do Holocausto próximo ao Portão de Brandenburgo. O projeto vencedor para o Memorial do Holocausto foi do arquiteto americano Peter Eisenman.  
A sua construção foi iniciada em abril de 2003 e em dezembro de 2004 foi concluída. Em 10 de maio de 2005 o monumento foi inaugurado, fazendo parte das celebrações dos 60 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, e dois dias depois foi aberto ao público.

O memorial foi construído numa área de 19.000 metros quadrados que antes fazia parte da “faixa da morte” quando o muro de Berlim existia.  
O monumento consiste de 2.711 blocos de concreto cinza escuro, quase preto, distribuídos em fileiras paralelas sob uma superfície ondulada. Estes blocos são sóbrios, não contém nenhum texto, nome ou foto. Os blocos são de 2,38m de comprimento por 0,95m de largura e a altura varia de 0,2m até 4,8 metros. 
Muitos dos caminhos formados também são ondulados, o que para algumas pessoas causa a sensação de instabilidade. E parece que de fato esta foi a intenção do arquiteto, que no texto do projeto descreveu que os blocos foram desenhados “para produzir uma atmosfera confusa e intranquila, e toda a escultura visa representar um sistema supostamente ordenado que perdeu o contato com a razão humana”.
Faz parte ainda do memorial, uma sala subterrânea com 800 metros quadrados chamada de “Local da Informação” (ou Ort der Information em alemão)  onde estão documentos sobre a perseguição e o extermínio dos judeus. A exposição mostra detalhes biográficos de pessoas e famílias que foram vítimas do holocausto.

A visita ao memorial é gratuita e os caminhos entre os blocos de concreto podem ser acessados por diversos lados e pode-se caminhar livremente entre eles. 
Esta parte do memorial é sempre acessível, ou seja, é aberta dia e noite. O “Local da Informação” é aberto das 10:00 as 20:00hs, nos meses de abril a setembro e das 10:00 as 19:00hs, de outubro a março. Às segunda-feiras fica fechado.

O Memorial do Holocausto é controverso. Muita gente não gosta da estética, diz que lembra um cemitério com lápides. Também já sofreu muitas críticas por causa do seu tamanho, forma e por só lembrar as vítimas judias do holocausto, esquecendo outras minorias que também foram perseguidas pelos nazistas, como por exemplo,os sinti e roma. Esta crítica levou a decisão de construir um pequeno memorial para estas vítimas. O memorial para os sinti e roma mortos pelos nazistas está sendo construído no Simsonweg, no parque Tiergarten (entre o Portão de Brandenburgo e o Reichstag) e é uma fonte onde diariamente uma flor natural será colocada. Também no Tiergarten, em frente ao Memorial do Holocausto há um memorial dedicado aos homossexuais perseguidos durante o regime nazista. Trata-se de um memorial simples (como se pode ver na foto acima), um único bloco de concreto (que lembra os blocos do Memorial do Holocausto) que tem 3,60 metros de altura e 1,90 de largura com um monitor embutido em uma janela e que mostra uma cena curta onde dois homens se beijam.


Endereço: Cora-Berliner-Straße 1 – Tiergarten, 10117 Berlim



quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Guerra nuclear: Hiroshima e Nagasaki

Clicar nas imagens para as ampliar 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



Hiroxima e Nagasaki

Agosto, dia 6, em 1945, 8:15 da manhã, o mundo conhece a capacidade de exterminação em massa que o homem possui. 
O mesmo mundo que debate e se emociona com o tema do holocausto nazista, parece não dar a mesma importância ao evento no Japão. Qual a diferença? Ah, em Hiroshima e Nagasaki a ação americana foi rápida, cirúrgica e certeira. Não deu tempo para se emocionar.
A explosão sobre estas cidades criou uma onda de choque supersónica que foi responsável por destruir a maioria dos edifícios da zona explosão. 

Metade da energia libertada pela bomba foi lançada sob a forma de vento, que pulverizou a 440 metros por segundo (a velocidade do som é 330 metros por segundo), não só tudo ao seu alcance como também encheu o ar com detritos. 
O calor da explosão, estimado em 3000 a 4000 °C (a água evapora-se a 100 graus) imediatamente depois da explosão, foi suficiente para derreter garrafas de vidro como as que se podem ver nas fotos, a 1 km do lugar.
A bomba foi concebida para explodir no ar, a 600 metros acima do solo, a fim de maximizar o efeito destruidor. 
O que aconteceu naquele dia em Hiroshima, os sobreviventes poderiam classificar com apenas uma palavra: inferno. Foram mortas 66 000 pessoas e 69 000 feridos. Mas não parou aí: logo de seguida outra bomba cai sobre Nagasaki fazendo 39 000 mortos e 25 000 feridos. Também não parou por aí o número de mortos, pois, de ferimentos e radiação chegam a mais de 300 000 pessoas. 
A radiação, através do tempo, dos pais para os filhos, é outro capítulo aterrador. Muitas pessoas morreram nos primeiros meses e muitos mais nos anos seguintes devido à exposição radioativa.
Algumas pessoas tiveram problemas genéticos, que por vezes resultaram em bebés deformados, ou não puderam ter filhos.

A luz encheu o avião”, escreveu Paul Tibbets, o piloto do Enola Gay, o B – 29 que levou a primeira bomba atómica. O co-piloto Robert Lewis escreveu no seu diário ”Meu Deus, o que fizemos nós?” (Relatório especial, “Hiroshima: 6 de agosto de 1945”). 
Paul Tibbets morreu em novembro de 2006 e dizia: “Sempre dormi tranquilo, apenas cumpri ordens”. 
A grande questão sempre foi uma pergunta: porquê? A guerra já havia acabado na Europa e o Japão negociava com a União Soviética uma proposta de paz.
Os EUA, no recado enviado ao Japão, diziam: “Se o Japão não se render as consequências serão drásticas”, mas manteve em segredo que lançaria uma bomba atómica. 

Começava a Guerra Fria. Apenas quinze anos depois, em 1961, um teste realizado pela URSS, mostrava ao mundo a Tsar Bomba, que tinha mais de 5 mil vezes o poder explosivo da bomba de Hiroshima e maior poder explosivo que todas as bombas usadas na II Guerra Mundial multiplicadas por dez (incluindo as 2 bombas nucleares lançadas sobre o Japão).
O calor gerado poderia causar queimaduras de 3º grau numa pessoa que estivesse a 100 km de distância.
A nuvem em forma de cogumelo, em seguida, chegaria a 60 km de altura e em torno de 35 km de largura, o equivalente aproximado de 1% da energia que o Sol liberta, isto em 1961.

Este texto não tem um terço da informação que li em livros e nos mais de 45 sites e blogs de sobreviventes que pesquisei, mas tem o essencial para compreender o que é e o que significa o poder destrutivo do homem.



texto adapatado de https://olavosaldanha.wordpress.com/2007/12/21/guerra-nuclear/
(Fiz pequenas adapatações da estrutura frásica, sem lhe alterar o sentido, uma vez que o texto original está escrito em Português do Brasil)



Fontes das fotos: diversos sites temáticos na Web