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quinta-feira, 19 de outubro de 2017
sábado, 3 de outubro de 2015
O nascimento da democracia na Grécia Antiga
O cidadão ateniense Clístenes
propôs algumas reformas que concediam a cada cidadão um voto apenas, nas
assembleias regulares relativas a assuntos públicos.
Surgiu também um conselho de 500 membros - a Bulé - mudado anualmente, que era constituído por cidadãos com idades acima dos 30 anos que não podiam servir mais do que duas vezes numa vida. A Bulé era o pilar do novo regime.
Esta alternativa à tirania incluía camponeses, mas excluía as mulheres como iguais. No entanto, como experiência política seria a mais imitada e copiada de todas.
Surgiu também um conselho de 500 membros - a Bulé - mudado anualmente, que era constituído por cidadãos com idades acima dos 30 anos que não podiam servir mais do que duas vezes numa vida. A Bulé era o pilar do novo regime.
Esta alternativa à tirania incluía camponeses, mas excluía as mulheres como iguais. No entanto, como experiência política seria a mais imitada e copiada de todas.
Todos os cidadãos do sexo masculino eram livres de assistir
às assembleias, que debatiam e ratificavam as questões civis, normalmente
quatro vezes por mês.
Não havia nesse tempo
partidos políticos organizados; contrariamente aos sistemas democráticos atuais,
a democracia grega não se regia pela eleição dos representantes - as decisões
respeitavam, sim, a opinião da maioria relativamente a cada assunto aberto ao
debate.
Destaquem-se as principais fases da evolução política de Atenas e a consolidação das suas instituições, de forma sintetizada:
Antes do século VI a. C., Atenas era governada por uma monarquia, caracterizada por uma série de conflitos que deram azo à tomada do poder (Kratos) por parte dos aristoi, ricos proprietários. Iniciava-se um período de governação aristocrática que evoluirá, muito rapidamente, para uma oligarquia, na qual, para além dos aristocratas, pontificavam os ricos comerciantes da urbe. Este regime caracterizou-se por uma profunda instabilidade, uma vez que os direitos políticos, sociais e civis escapavam à larga maioria da população. Foi, em parte, para matizar este estado de coisas que algumas personalidades se apoderaram da governação instituindo um novo regime: a tirania. Contudo, e apesar de alguns momentos favoráveis, como os que se viveram durante o governo de Pisístrato, os problemas sociais não se amenizaram. Entra-se, então, no período dos reformadores - Drácon e Sólon procuraram introduzir alterações sociais, mas não obtiveram grandes resultados. Estes foram, no entanto, conseguidos por Clístenes.
Por volta de 507 a. C.,
Clístenes, reformador, introduziu substanciais modificações no sistema
político; a principal concretizou-se na divisão da Ática numa centena de
circunscrições onde as classes se agrupavam sem preconceitos de nascimento ou
de riqueza. Todos eram cidadãos. A igualdade de todos perante a lei alicerçou
um conjunto de reformas de clara inspiração democrática. Com estas reformas
abriram-se perspetivas para a melhoria das condições de vida dos camponeses e uma
maior participação dos cidadãos na vida política.
Este regime, já de cariz democrático, será plenamente concretizado com Péricles. Com ele, estabelecem-se, definitivamente, as condições que tornaram possível a participação dos cidadãos no governo da cidade.
Um dos problemas impeditivos da ampla participação de todos
neste sistema tinha a ver com a não remuneração dos cargos políticos - o que
fazia com que apenas os mais ricos os pudessem ocupar. Aproveitando os tributos
sobre os metecos e os lucros da exploração das minas, Péricles instituiu
remunerações para quem ocupasse aqueles cargos e, com isso, interessando muito
mais gente na vida política.
O regime democrático ateniense assenta em diversas instituições detentoras dos poderes básicos deste regime: o legislativo; o executivo; e o judicial.
O poder legislativo competia à Assembleia do Povo ou Eclésia, uma assembleia constituída pela totalidade dos cidadãos e que tinha os seguintes poderes: aprovava as leis; decidia da guerra ou da paz; elegia ou sorteava os membros de outras instituições; votava os cidadãos ao ostracismo (isto é, ao exílio). Os projetos de lei votados na Eclésia eram preparados pela Bulé.
O poder executivo, ou seja, o poder de fazer cumprir as leis aprovadas na Eclésia, estava nas mãos de um grupo de magistrados - 10 arcontes e 10 estrategos. Os arcontes eram sorteados anualmente; presidiam à organização dos tribunais e ao culto dos deuses. Os estrategos eram eleitos pelos cidadãos seus congéneres; chefiavam o Exército e a Marinha e tinham voz preponderante nas decisões importantes da política interna (Péricles foi o mais destacado destes magistrados).
O poder judicial era exercido pelos tribunais. Os casos a que hoje chamaríamos de delito comum eram julgados pelo Helieu ou Tribunal Popular, composto por seis mil juízes sorteados anualmente.
O Areópago, tribunal constituído por todos os antigos arcontes, julgava os crimes religiosos e de morte.
Uma vez que todos os cidadãos podiam participar diretamente no governo da pólis, podemos considerar o sistema político ateniense uma democracia direta.
Contudo, como todos os regimes políticos, a democracia ateniense tinha limitações. Em primeiro lugar, apenas os cidadãos tinham direitos políticos; ora, como estes eram apenas cerca de 40 mil, ficava de fora uma grande massa de gentes, metecos e escravos, por exemplo, que constituíam a maioria da população. As mulheres, como já foi referido, estavam de fora deste sistema e os seus direitos nunca foram reconhecidos. Por outro lado, a democracia ateniense funcionava muito na base da oratória, na arte de bem falar, habilmente explorada por muitos discípulos de sofistas, excelentes oradores, que conseguiram influenciar muitas decisões da assembleia popular e condenar ao ostracismo muitos adversários políticos. Por fim, será impossível, à luz dos valores atuais, considerar democrático um regime político que admite e explora a escravatura, como sucedia em Atenas.
Em 490 a. C. e 480 a. C. os reis persas tentaram punir e sujeitar a Grécia continental, que previamente tinha auxiliado as cidades gregas orientais. Primeiro em Maratona e depois em Salamina e Plateias, grandes vitórias gregas reverteram as probabilidades e afastaram o perigo persa. Os Gregos saíram fortalecidos destes combates e decididos a dar continuidade a uma política de liberdade.
Os sistemas espartano e ateniense estavam agora frente a frente, reavivando a velha rivalidade entre estas duas cidades-Estados. Neste momento a Grécia ateniense estava numa posição vantajosa, pois tinha sido a líder das represálias contra a Pérsia e tinha conseguido consolidar uma aliança com 230 pólis que anualmente lhe pagavam um tributo e muitas das quais seguiram o exemplo do seu sistema democrático. Esparta mantinha uma oligarquia, isto é, um governo chefiado apenas pelos cidadãos privilegiados, e invejava a posição hegemónica de Atenas.
Em Atenas, a velha cultura aristocrata desenvolveu-se dentro da democracia. Um dos principais beneficiários desta renovada cultura foi o teatro. As tragédias e as comédias eram representadas no festival de Dionísio, de Atenas, em cada primavera. As peças teatrais começavam a abordar temas da vida humana em enredos baseados nas histórias dos heróis míticos e dos deuses. Os cidadãos do sexo masculino representavam, cantavam e dançavam nas peças. A democracia veio a tornar extensivo o convite para assistir a estes espetáculos a todos os membros da pólis. No género da tragédia imortalizaram-se Ésquilo, Sófocles e Eurípides, e na comédia Aristófanes.
O apogeu de Atenas favoreceu outras manifestações artísticas e científicas, promovidas nomeadamente durante a governação de Péricles, filho de Xantipo (comandante do Exército que venceu os Persas em Mycale, em 479 a. C.), estadista ateniense (495-429 a. C.) que chegou a chefe de Estado em 460 a. C.
O século V a. C., durante o qual o domínio total pertenceu a Atenas, foi não só a idade de Péricles, mas também a idade de ouro de Atenas.
Os seus professores e um filósofo exerceram, particularmente,
uma forte influência na sua formação. Foram eles os sofistas atenienses, o
mestre de música Damião e o filósofo jónico Anaxágoras.
Péricles foi reconhecido, pela maioria dos cidadãos de Atenas, pela sua sagacidade, patriotismo e eloquência. Entre os seus amigos contavam-se o dramaturgo Sófocles, o historiador Heródoto, o escultor Fídias, o sofista Protágoras e a sua amante Aspásia, uma ex-cortesã muito culta. Na política ateniense, Péricles procurou que todos os cidadãos participassem na governação. Introduziu, como atrás foi referido, o pagamento do serviço político dos cidadãos e a escolha dos membros do Conselho entre os cidadãos de Atenas. Fortaleceu o império grego e sobre a Liga de Delos, organizou a defesa contra o inimigo persa. Sob a sua liderança, Atenas afirmou-se como uma grande potência naval, e atraiu aliados das grandes ilhas do Egeu e de muitas cidades do Norte.
Quando o líder da aristocracia, Címon, foi ostracizado (banido de Atenas), em 461 a. C., por se ter aliado aos Espartanos, Péricles passou a ser o chefe indisputado de Atenas por um período de 15 anos. Este, desenvolveu e embelezou a cidade de Atenas, recorrendo ao imenso tesouro da pólis, aplicado no restauro e na reconstrução dos templos arrasados pelos Persas, e na criação de novos e grandiosos edifícios como o Pártenon, o Erectéion e o Propileu. O teatro grego atingiu o seu apogeu, numa época em que se notabilizaram os historiadores jónicos Tucídides e Heródoto e o filósofo Sócrates.
A sua supremacia suscitou atritos e rivalidades com outras cidades, como a militarista Esparta, o seu inimigo de longa data. Muitas pólis temiam o imperialismo de Péricles e, para se protegerem, tentaram derrubá-lo.
Quando a Guerra do Peloponeso rebentou, em 431 a. C., Péricles reuniu os residentes da Ática dentro das muralhas de Atenas e permitiu que o exército saqueasse os territórios rurais.
No ano seguinte (430 a. C.) a cidade, superpovoada, foi assolada pela peste, abalando a confiança de Atenas. Péricles foi deposto, julgado e multado por uso impróprio dos fundos públicos. Em 429 a. C., no entanto, foi reeleito, vindo a falecer pouco tempo depois.
in Nascimento da Democracia na Grécia Antiga. In Infopédia . Porto: Porto Editora, 2003-2012.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Conímbriga
Fabuloso trabalho sobre Conímbriga!
Montagem audiovisual com a reconstrução em 3D dos edifícios mais importantes desta cidade romana.
A Casa de Cantaber, a Casa dos Repuxos, o Fórum, Termas, Ínsula, os banhos romanos... Formidável!
Montagem audiovisual com a reconstrução em 3D dos edifícios mais importantes desta cidade romana.
A Casa de Cantaber, a Casa dos Repuxos, o Fórum, Termas, Ínsula, os banhos romanos... Formidável!
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Romanização em Portugal
Alguns aspetos da Romanização no nosso território. Alguns aspetos das marcas deixadas pelos romanos.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Os Jogos Olímpicos nasceram na Grécia
Um vídeo muito interessante sobre estes Jogos na Antiga Grécia...
...e outro com uma excelente reprodução do que seria a vida desses atletas olímpicos:
Informação geral sobre esses Jogos:
Em 776 a.C., após deixar para
trás seis adversários, o grego Corobeu venceu a única prova daquela que ficaria
conhecida como a primeira edição dos Jogos Olímpicos. Diferentemente do que se
imagina, não foi uma corrida de longa distância: o cidadão da cidade de Elis
percorreu apenas os 192 metros de extensão do estádio de Olímpia, na península
do Peloponeso. A ideia de que a maratona foi o primeiro esporte olímpico,
portanto, não passa de um mito.
Segundo esse mito, em 490
a.C., durante o período de guerras entre gregos e persas, um corredor chamado
Fidípides teria atravessado quase 100 quilômetros entre Atenas e Esparta para
buscar ajuda. Outra versão conta que um homem chamado Eucles percorreu a
distância entre Atenas e acidade de Maratona para participar da batalha. Com a
vitória dos gregos, ele retornou a Atenas para dar a notícia, um esforço de 40
quilômetros entre ida e volta que teria custado sua vida.Nigel Spivey, professor de Artes Clássicas e Arqueologia na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e autor de The Ancient Ofympics (“As Olimpíadas antigas”, inédito em português), afirma que o equívoco pode ser esclarecido ao se analisar a formação social da Grécia antiga. “Isso que chamamos de corrida de longa distância nunca tinha sido considerado esporte, tendo em vista que o trabalho de levar mensagens entre as cidades era função de servos e escravos.”
Na democracia grega, apenas homens livres eram considerados cidadãos. Entre seus direitos estavam as decisões políticas e a participação no exército. Essa natureza bélica, enraizada na própria mitologia, também se relaciona com a atenção dada ao corpo. A prática constante de atividades físicas era a responsável por mantê-los preparados para as guerras – e acabou dando origem às Olimpíadas. As cidades-estados só alcançavam esse status se oferecessem para a população um local para a prática de esportes – o estádio. A partir do século 8 a.C., a Grécia estabeleceu um calendário de competições para motivar seus “atletas”.
A primazia de Olímpia sobre as demais cidades gregas na organização dos jogos está fundamentada na mitologia. Filho de Zeus, o herói Hércules teria inaugurado os Jogos Olímpicos como forma de comemorar o sucesso de um de seus 12 trabalhos: a limpeza dos estábulos de Audias, rei de Elis. Concretamente, sabe-se que essa lenda foi representada em Olímpia pelo escultor Fídias, que, em 440 a.C., foi o responsável pela construção do mais importante templo em homenagem a Zeus, que se transformou numa das Sete Maravilhas do mundo antigo. A estátua fez com que a cidade se tornasse o principal ponto de encontro dos festivais religiosos. E a proximidade do estádio fez com que Olímpia se destacasse como palco dos esportes.
Por mais de 40 anos, a participação foi restrita a atletas da região. Mas, entre 732 a.C. e 696 a.C., a lista de vitoriosos passou a incluir cidadãos de Atenas e Esparta. E, a partir do século 6 a.C., os jogos passaram a receber inscrições de qualquer homem que falasse grego, fosse ele da Itália, do Egito ou da Ásia. “Participar de torneios como aqueles não era, de fato, apenas competir”, afirma Nigel Spivey. “Os atletas dirigiam-se para as Olimpíadas antigas com o interesse de ganhar e ser reconhecidos como os melhores.”
Ao longo dos anos, diversas
cidades-estados passaram a realizar suas próprias disputas, que também
carregavam uni forte viés religioso. Como forma de homenagear a deusa Atena. os
chamados Jogos Panatenáicos foram instituídos em Atenas em 566 a.C., mas
acabaram ofuscados por outros torneios. Esse novo circuito de competições,
conhecido como Jogos Sagrados, era sediado em Olímpia e Delfos – a cada quatro
anos – e em Corinto e Nemea – a cada dois anos.
Embora a primeira Olimpíada
tenha acolhido apenas uma disputa, novas categorias foram incluídas ao longo
dos mais de mil anos do evento como forma de disputa política e militar. As
corridas de biga, inicialmente com quatro cavalos, inauguraram um novo espaço
de competições, o hipódromo, em 680 a.C., data da 25a edição dos jogos.
Diversos personagens históricos protagonizaram embates nessa modalidade. O
político Alcibíades, amigo e entusiasta de Sócrates, participou da corrida de
416 a.C. com nada menos que sete bigas. Segundo o historiador Tucídides,
conquistou o primeiro, o segundo e o quarto lugares. Em 67 d.C., já sob o
domínio romano, os gregos assistiram ao imperador Nero ser coroado vencedor
mesmo sem ter cruzado a linha de chegada com sua biga puxada por dez cavalos.
Embates corporais também fizeram parte do calendário olímpico da Antiguidade.
Uma das modalidades, conhecida hoje como luta greco-romana, já fazia parte do treinamento
físico dos jovens da Grécia desde o século 10 a.C. Os primeiros vestígios da
inclusão dessa luta numa Olimpíada datam de 400 anos depois: foram encontrados
em fragmentos de uma placa de bronze. Para vencer a luta, não havia contagem de
tempo. As categorias eram divididas por idade. Era preciso jogar o oponente ao
chão pelo menos três vezes — sem quebrar os dedos do adversário.O boxe também foi disputado. Um busto representando um lutador de 330 a.C. dá conta da violência da modalidade – há inúmeras cicatrizes na imagem de bronze. Não havia luvas, rounds ou regras claras para aliviar o sofrimento dos competidores. O orador João Crisóstomo registrou em dois discursos que um tal Melancomas, morador de Caria (localizada na costa da Ásia Menor), teria sido o maior pugilista do primeiro século da era cristã.
A luta mais cruel da competição, porém, foi introduzida no calendário cerca de 100 anos depois da primeira Olimpíada. Para que se tenha ideia, os combatentes do chamado pancrácio eram punidos pelos juízes só em caso de mordidas ou quando um deles arrancasse o olho do adversário. O vencedor acabava venerado pela platéia mesmo quando provocava a morte do oponente.
Conjunto de cinco categorias, o pentatlo era disputado em provas de corrida, salto, luta, arremesso de disco e arremesso de dardo. Respectivamente, corridas e lutas abriam e encerravam o conjunto de provas – com algumas regras próprias, ambas categorias também eram disputadas fora do pentatlo. Na corrida, a distância mais curta envolvia um trajeto de cerca de 200 metros, equivalente ao comprimento dos estádios.
Na mais longa, os atletas disputavam a liderança em 24 voltas pelo perímetro do local ou 5 mil metros.
Os jogos da Antiguidade eram violentos. Muitas vezes, serviram para simular batalhas militares. A morte de atletas chegou a ser registrada. A despeito das condições climáticas e mesmo de higiene, sabe-se que os atletas competiam nus. Historiadores antigos registram que essa tradição teria começado em 720 a.C., quando um sujeito chamado Orsipos, de Megara, venceu uma prova de corrida ao notar que sua performance seria melhor se ele abandonasse suas roupas pelo trajeto. A própria palavra “ginástica” tem o termo “nudismo” em seu radical grego gymnos – o que explicaria a proibição de mulheres, fosse como atletas, fosse como espectadoras.
Por mais sangue que tenha sido derramado, os atletas jamais abriram mão de alguma ambição pela vitória. Nem mesmo durante as guerras, ou quando a Grécia esteve sob domínio dos macedônios e dos romanos, as competições esportivas deixaram de ser realizadas. Os jogos, contudo, entraram em declínio na segunda metade do século 4.
Durante o domínio do imperador Teodósio, em 380 o cristianismo foi anunciado como religião oficial do Império Romano, fazendo com que, 13 anos depois, todos os centros esportivos e religiosos que abrigavam festas pagãs fossem fechados. Era o fim dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, que só viriam a ganhar uma versão moderna cerca de l 500 anos mais tarde.
Há menos diferenças entre os Jogos Olímpicos atuais as competições organizadas pelos gregos na Antiguidade do que se imagina. Tudo que aparenta ter sido criado no esporte no século XX já era conhecido pelos filhos de Olímpia: treinamento intensivo, alimentação controlada, transferências, profissionalismo etc. E o dinheiro já ocupava um lugar central. Desde a organização dos primeiros Jogos os atletas foram remunerados. Quando tais competições se transformaram em disputas entre as cidades-estado, valendo o prestígio nacional ou local, elas assumiram o papel de verdadeiras patrocinadoras. Mantinham colégios de atletas e, quando não selecionavam um campeão, tratavam de comprá-lo no estrangeiro. Em Atenas, em 580 a.C., Sólon promulgou uma lei dispondo que cada vencedor olímpico .recebesse 500 dracmas. Levando em conta que um carneiro valia cerca de 1 dracma, a soma era considerável. À parte isso, os campeões adquiriam status e privilégios particulares como a dispensa de pagarem impostos.
A ambição das cidades passou a impelir os atletas à vitória. Eles contavam com a possibilidade de treinar continuamente e de se especializar a fim de multiplicar as chances de sucesso. E adotavam dietas especiais. Os lutadores sujeitavam-se a uma superalimentação perigosa. Muitos, como Mílon de Crotona, faziam uma dieta à base de carne. O corredor Astilo de Crotona preconizava, pelo contrário, alimentação leve. Treinadores célebres como Iço de Tarento (século IV) recomendavam tratamentos científicos e médicos.
Seguindo o exemplo de Atenas, as demais cidades começaram a oferecer aos seus campeões a soma considerável de 5 talentos (um talento valia 6 mil dracmas). O atleta laureado era sustentado vitaliciamente pela cidade. Na primeira metade do século IV a.C, o vencedor da corrida do estádio recebia 50 ânforas de azeite (que valiam aproximadamente R$ 12.500,00); o vencedor no pugilato (ancestral do boxe) ou no pancrácio (prova que combinava a luta com o pugilato) ganhava 30 ânforas (R$ 7.500,00); o vencedor no pentatlo (200 metros, 1.500 metros, salto em distância, lançamento de disco e de dardo), 40 ânforas (R$ 10 mil); e o vencedor da corrida de carros de dois cavalos, 140 ânforas (R$ 35 mil). Um campeão olímpico podia receber da cidade renda mensal de 200 dracmas.
QUATRO LENDAS SOBRE AS ORIGENS
DOS JOGOS
Existem várias lendas sobre o nascimento dos Jogos Olímpicos. Contava-se que Zeus os criara quando de sua vitória sobre os titãs. Também se dizia que, no século IX a.C., a peste devastara o Peloponeso e Ifitos, rei de Elida, havia estabelecido os Jogos para apaziguar os deuses. Outros historiadores pretendiam que os Jogos tinham chegado de Creta pelas mãos do sacerdote Héracles, no século XV a.C. Héracles teria disputado a primeira corrida com seus três irmãos. Outros, enfim, consideravam Pélops o verdadeiro criador. Apaixonado por Hipodâmia, a filha do rei de Pisa, ele precisava escapar à desconfiança do rei, que matava todos os pretendentes da filha. Tendo subornado o cocheiro que sabotou o carro do rei, matando-o, instituiu os Jogos Atléticos em Olímpia para comemorar seu casamento.
Existem várias lendas sobre o nascimento dos Jogos Olímpicos. Contava-se que Zeus os criara quando de sua vitória sobre os titãs. Também se dizia que, no século IX a.C., a peste devastara o Peloponeso e Ifitos, rei de Elida, havia estabelecido os Jogos para apaziguar os deuses. Outros historiadores pretendiam que os Jogos tinham chegado de Creta pelas mãos do sacerdote Héracles, no século XV a.C. Héracles teria disputado a primeira corrida com seus três irmãos. Outros, enfim, consideravam Pélops o verdadeiro criador. Apaixonado por Hipodâmia, a filha do rei de Pisa, ele precisava escapar à desconfiança do rei, que matava todos os pretendentes da filha. Tendo subornado o cocheiro que sabotou o carro do rei, matando-o, instituiu os Jogos Atléticos em Olímpia para comemorar seu casamento.
A importância das recompensas transformou o espírito dos Jogos. A introdução das corridas de carros nas provas olímpicas e o sustento dos cavalos, particularmente oneroso, implicavam a criação de estrebarias de propriedade dos cidadãos ricos. Os próprios atletas se vendiam a quem pagasse mais. O cretense Sotades, que venceu a corrida de daulichos (4.700 metros) nos XCIX Jogos Olímpicos (384 a.C), aceitou correr por Éfeso quatro anos depois. Os cretenses o puniram, exilando-o. Astilo, de Crotona, cidade habituada a conquistar a maior parte dos prêmios olímpicos, ganhou, em 488 a.C., a corrida de 600 pés e o diaulo (corrida de 400 metros) e se apresentou nos Jogos seguintes como cidadão de Siracusa.
Com o desenvolvimento do profissionalismo, as escolas de esporte e os ginásios multiplicaram-se. Os pedótribas (professores de educação física) descobriam as qualidades dos futuros campeões a partir dos 12 anos de idade. Esses treinadores particulares, às vezes ex-atletas, í eram cada vez mais bem remunerados. Assim, Hippomachos cobrava l 100 dracmas pelo curso. Os atletas i eram criteriosamente selecionados, e todos cobiçavam o título de periodônico, de vencedor dos Jogos Olímpicos. E por ele se dispunham a tudo. Em 388 a.C., na XCVIII Olimpíada, constatou-se o primeiro caso de corrupção: o pugilista Eupolos comprou três adversários, dentre os quais o portador do título. O senado de Olímpia impôs uma multa aos quatro homens e, com o dinheiro obtido, mandou erguer seis estátuas de bronze de Zeus, as chamadas zanes, que foram dispostas no bosque de Altis. Na base da primeira, inscreveu-se: “Não é com dinheiro, e sim com pernas rápidas e um corpo robusto que se alcança a vitória de Olímpia”. Em 332 a.C., Calipo, atleta ateniense, subornou seus adversários. Como eles se recusaram a pagar a multa, todos os atenienses foram excluídos dos Jogos.
Milênios antes de se tomar um espetáculo televisivo, a inauguração dos Jogos Olímpicos já era objeto de suntuoso cerimonial. Os atletas admitidos em Olímpia caminhavam dois dias de Elis a Olímpia, guiados pelos helanódices (juízes).
O cortejo se detinha diante do altar de Zeus, o mais venerado dos deuses. Os sacerdotes lhe ofereciam uma hecatombe (o sacrifício de 100 bois). Depois os gregos cantavam e dançavam em torno ao altar. Nos arredores, os mercadores anunciavam seus produtos à multidão; os turistas acampavam em barracas ou ao ar livre; as personalidades se mostravam. Faziam-se as apostas enquanto os atletas prestavam juramento, erguendo a mão sobre o altar, comprometendo-se a combater com dignidade e respeito às leis. Na cercania do estádio, instalavam-se os vendedores de suvenires e bebidas, as mulheres encarregadas da administração e as prostitutas.
No começo, o festival durava apenas um dia. A festa foi crescendo e, em 520 a.C., o programa dos Jogos Olímpicos estava constituído. O primeiro dia dedicado às cerimônias; o segundo, às provas eliminatórias de corrida a pé. Quarenta mil espectadores se acomodavam nas arquibancadas. O terceiro dia dedicava-se ao pentatlo; o quarto, à luta, ao pugilato, e ao pancrácio; o quinto, às finais das corridas a pé; o sexto, às corridas de cavalos. Nos séculos V e iy o vencedor não era mais o cocheiro, e sim o proprietário dos cavalos. No sétimo dia, realizavam-se as cerimônias de encerramento, com um cortejo formado pelos juízes, os vencedores, as autoridades de Elis e de Olímpia, seguido pelas estátuas dos deuses carregadas ao som das flautas e dos cânticos. O arauto anunciava o nome, a pátria e as façanhas dos vencedores perante a estátua de Zeus esculpida por Fídias. Os juízes cingiam-lhes a cabeça com uma coroa de oliveira silvestre trançada com ramos da árvore. Um banquete reunia os membros do senado, os vencedores e as personalidades. Os olímpicos (participantes dos jogos) ofereciam sacrifícios.
JOGOS E PAZ
Durante as Olimpíadas, cessavam os combates entre os gregos. Uma vez proclamada a trégua, os spondophores (mensageiros) iam anunciar os Jogos no norte da Grécia, nas ilhas, na Ásia Menor, no Egito e na Sicília. Nenhum exército podia pisar o solo de Olímpia. Era igualmente proibido impedir os atletas de participarem das provas. De forma pacífica, os Jogos se transformavam no símbolo da luta entre as cidades.
Durante as Olimpíadas, cessavam os combates entre os gregos. Uma vez proclamada a trégua, os spondophores (mensageiros) iam anunciar os Jogos no norte da Grécia, nas ilhas, na Ásia Menor, no Egito e na Sicília. Nenhum exército podia pisar o solo de Olímpia. Era igualmente proibido impedir os atletas de participarem das provas. De forma pacífica, os Jogos se transformavam no símbolo da luta entre as cidades.
COMPETIÇÕES
Dentre as provas das Olimpíadas, o pancrácio era a mais mortífera. Era uma luta na qual tudo se permitia, com exceção de golpes nos olhos. Os atletas combatiam na lama, e os perdedores erguiam a mão para interromper o combate.
Os Jogos Olímpicos incluíam a
corrida de hoplitas (guerreiros gregos), na qual os participantes nus portavam
capacete e escudo. Segundo o filósofo Filóstrato, essa prova simbólica que
encerrava os Jogos indicava que “a trégua imposta aos gregos tinha chegado ao
fim e cumpria retomar as armas”.
Durante sete dias, de oito a
dez juízes presidiam os Jogos. Assumindo a função dez meses antes do evento,
estabeleciam a escolha dos competidores, inspecionavam o estádio e o hipódromo
e, se necessário, revisavam o regulamento. Excluíam todos os retardatários e
todos os que haviam matado os adversários.Ordenavam aos policiais que viam jogar do alto do monte Typée as mulheres que porventura pisassem o solo olímpico durante os jogos masculinos, já que seus próprios jogos, chamados Héréns, ocorriam no mês de setembro.
Entre as primeiras competições de 2500-2000 a.C. e as de 776 a. C., a história dos Jogos Olímpicos não passou, segundo o geógrafo Pausânias, de uma sequência ininterrupta de desaparecimentos e renovações. A partir de 776, sua periodicidade foi respeitada e mantida até 394 da era cristã. O intervalo de quatro anos passou a se chamar olimpíada. A partir dessa data, os gregos passaram a contar o tempo não por anos solares, mas sim por olimpíadas.
Nas primeiras 15 olimpíadas, todos os vencedores eram originários do Peloponeso. De 768 a.C. a 736 a.C., os messanenses, vindos da Sicília venceram regularmente, depois desapareceram da competição quando dominados pelos espartanos. A história dos Jogos era, pois, indissociável dos fatos políticos. De 720 a 576 a.C., Esparta participou ativamente deles. De 716 a 604 a.C., 29 espartanos venceram a corrida do estádio. Essa superioridade de Esparta coincidiu com sua hegemonia no Peloponeso. É verdade que a totalidade da educação espartana se centrava no desenvolvimento da capacidade física. O fim desse período arcaico ficou marcado pela superioridade dos atletas de Crotona, a começar pelo campeão Glaucos, e consagrou o início das vitórias das colônias. Os Jogos Olímpicos passaram a ser considerados uma festa nacional. Os atletas eram exaltados pelos poetas. Mílon de Crotona, cujas façanhas se estendem de 540 a 512 a.C., tornou-se uma celebridade – e uma lenda.
A Guerra do Peloponeso (431-404 a.C.) teve graves repercussões nos Jogos Olímpicos, diminuindo-lhes o prestígio. Em 420 a.C., Esparta, acusada de violar a trégua sagrada, foi excluída dos Jogos. Os espartanos invadiram Elis e lhe tomaram a metade do território. Restou Olímpia aos eleenses, que estavam fadados a se submeter a Esparta até a batalha de Leuctra (371 a.C.), na qual os te-banos venceram os espartanos.
As cerimônias já não tinham o esplendor do século V. Os atletas já não eram considerados heróis. O período helenístico (300-80 a.C.) representou uma verdadeira decadência para os Jogos. Após as conquistas de Alexandre, o Grande, eles tiveram um novo ímpeto; ao mesmo tempo, desenvolveu-se o gosto pelo espetacular, anunciando os jogos romanos do circo. O pugilato, o pancrácio, as corridas de carros ficaram cada vez mais brutais e, pouco a pouco, foram substituindo os combates atléticos.
Em 313 a.C., Telésforo, general do príncipe Antígono, invadiu Elis e pilhou o tesouro do templo de Olímpia para recrutar mercenários. Em 210 a. C, Olímpia foi novamente saqueada. Naquela época, os romanos participavam dos Jogos. Sila chegou a pensar em transferi-los para Roma. Por fim, Augusto confiou Olímpia a governadores provinciais e mandou um funcionário vigiar magistrados e sacerdotes. Tibério e Nero chegaram a participar dos Jogos. Nero acrescentou concursos de música e de poesia.
O último vencedor conhecido dos Jogos da Antiguidade foi um príncipe armênio de origem persa, Varazdates (373 ou 369). Por influência de santo Ambrósio, bispo de Milão, o imperador Teodósio, o Grande, proibiu todas às comemorações pagãs. A estátua de Zeus foi levada a Constantinopla, onde desapareceu num incêndio. Em 395, Alarico e os godos devastaram Olímpia. Em 426, Teodósio II mandou incendiar os templos e, por volta de 550, um terremoto destruiu a cidade.
A partir de 400, o esporte deixou de participar da educação ou do lazer do aluno grego. Em torno 390, são Gregório de Nizianzo denunciou a vaidade dos atletas que perdiam tempo e dinheiro no esporte-espetáculo.
Era o fim dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, mas as competições esportivas parecidas com as Olimpíadas não chegaram a desaparecer totalmente. Na Gália havia competições parecidas: o bispo Sidônio Apolinário (430-489) explicou que os “hérulos triunfavam na corrida; os hunos, no arremesso; os francos, na natação”. Na Irlanda e na Escócia, sobreviveu um atletismo parecido com o dos antigos. No século XIV os escoceses criaram os Jogos de Ceres com lançamento de martelo, de pedra, de dardo e de tronco de lárix. Várias regiões tentaram restaurar as provas olímpicas com base no modelo antigo. Sem sucesso, até aparecer o barão de Coubertin, que em 1896 foi bem-sucedido ao criar, em Atenas, na mesma Grécia, os Jogos Olímpicos da Era Moderna.
CRONOLOGIA
·
2500/2000 a. C. – Primeiras
competições olímpicas
·
580 a.C. – Sólon promulga uma
lei em Atenas, dispondo que cada vencedor olímpico recebesse 500 dracmas
·
520 a. C. – O programa dos
Jogos Olímpicos se estabiliza, com sete dias de duração
·
420 a. C. – Exclusão de
Esparta dos Jogos Olímpicos
·
388 a. C. – Na XCVIII
Olimpíada, o primeiro caso de alteração de resultado: o pugilista Eupolos
compra três adversários para ganhar o título
·
313 a. C. e 210 a.C. – Saques
contra a cidade de Olímpia
·
395 – Os godos destroem
Olímpia
·
1896 – O barão de Coubertin
recria em Atenas as Olimpíadas
Texto - in HistóriaBlog (Brasileiro)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
sábado, 16 de junho de 2012
Cartago e os Fenícios
A evidência arqueológica mostra que a civilização Fenícia começou a desenvolver-se por volta de 3.000 A.C.
Até cerca de 1.200 A.C., os fenícios começaram a estabelecer o grande império comercial que fez deles grandes comerciantes. Os seus navios, equipados tanto para o comércio como para a guerra, dominaram o Mediterrâneo. Alguns historiadores dizem, até, que eles navegaram e podem mesmo ter viajado por todo o território em torno do continente africano.
Dois dos produtos mais importantes que foram negociados: uma tintura roxa feitas a partir do Murex, um tipo de marisco, e da madeira de árvores de cedro. Os egípcios usavam os cedros do Líbano para caixões, navios e outros artefatos, e o rei Salomão usou-os para construir o Grande Templo em Jerusalém.
Originalmente, a Fenícia/os fenícios, governados a partir de várias cidades-estado, localizado no que hoje é o Líbano, passou a estabelecer colónias no Mediterrâneo Ocidental, sendo a sua colónia mais ilustre a cidade de Cartago (atual Tunísia) , no Norte de África, que travou uma guerra contra Roma até ser derrotada em 146 A.C.
Era um povo de comerciantes e marinheiros e chegou com as suas embarcações até à Península Ibérica. No entanto, a sua maior contribuição para a civilização foi o requinte de um alfabeto fonético padronizado que os gregos introduziram na Europa, onde se tornou a base para o alfabeto que hoje usamos.
A civilização fenícia tinha o seu centro no território actualmente correspondente ao Líbano, Síria e norte de Israel.
Este documentário é falado em inglês.
Até cerca de 1.200 A.C., os fenícios começaram a estabelecer o grande império comercial que fez deles grandes comerciantes. Os seus navios, equipados tanto para o comércio como para a guerra, dominaram o Mediterrâneo. Alguns historiadores dizem, até, que eles navegaram e podem mesmo ter viajado por todo o território em torno do continente africano.
Dois dos produtos mais importantes que foram negociados: uma tintura roxa feitas a partir do Murex, um tipo de marisco, e da madeira de árvores de cedro. Os egípcios usavam os cedros do Líbano para caixões, navios e outros artefatos, e o rei Salomão usou-os para construir o Grande Templo em Jerusalém.
Originalmente, a Fenícia/os fenícios, governados a partir de várias cidades-estado, localizado no que hoje é o Líbano, passou a estabelecer colónias no Mediterrâneo Ocidental, sendo a sua colónia mais ilustre a cidade de Cartago (atual Tunísia) , no Norte de África, que travou uma guerra contra Roma até ser derrotada em 146 A.C.
Era um povo de comerciantes e marinheiros e chegou com as suas embarcações até à Península Ibérica. No entanto, a sua maior contribuição para a civilização foi o requinte de um alfabeto fonético padronizado que os gregos introduziram na Europa, onde se tornou a base para o alfabeto que hoje usamos.
A civilização fenícia tinha o seu centro no território actualmente correspondente ao Líbano, Síria e norte de Israel.
Este documentário é falado em inglês.
Construindo um império: a Grécia
Documentário do canal History Channel da série "Construindo um Império".
A Grécia desenvolveu-se nos campos intelectuais e artisticos e estava dividida em Cidades-Estados, que se desenvolviam independentemente.
Foi a luta entre as Cidades-Estados que levou a Grécia Antiga a ser dominada.
Para saber sobre a Grécia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
A Grécia desenvolveu-se nos campos intelectuais e artisticos e estava dividida em Cidades-Estados, que se desenvolviam independentemente.
Foi a luta entre as Cidades-Estados que levou a Grécia Antiga a ser dominada.
Para saber sobre a Grécia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A9cia_Antiga
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
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